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Casa do Sarau nasce em Londres para unir a comunidade lusófona

© DR

A Casa do Sarau, iniciativa independente lançada este verão em Londres que pretende afirmar-se como um polo cultural da comunidade lusófona na capital britânica, realiza um segundo evento público esta terça-feira. 

O Sarau II vai contar com leituras de poetas e autores de Angola (Henrique Sungo), Brasil (Virna Teixeira e Luciana Agnoleto), Portugal (Carmen Guimarães) e Cabo Verde (Aleida Tavares) e música da cantora Yaneise Ramos, de São Tomé e Príncipe.

Além de apresentar autores emergentes, os organizadores abrem o “microfone para pessoas que queiram recitar poemas de própria autoria ou poemas de autoria de outras pessoas”.

No local, um bar e restaurante, haverá ainda uma mesa onde os autores podem vender e autografar os seus livros.

Segundo a responsável pela iniciativa, Camilla Rodrigues, brasileira radicada em Londres há mais de 20 anos, o projeto nasceu da “necessidade de haver um espaço que una as culturas lusófonas”. 

“Londres é casa de uma população lusófona enorme. É claro que é uma cidade vibrante, que oferece muitas opções culturais, mas não tinha nada nesse sentido, onde a nossa comunidade pudesse se encontrar e se expressar na nossa língua”, disse à agência Lusa.

A promotora sublinha que o objetivo não é limitar-se a “noites mensais de poesia”, mas transformar a Casa do Sarau num verdadeiro “núcleo de cultura”, com lançamentos de livros, parcerias com instituições e galerias e apoio institucional, num plano que prevê várias fases de desenvolvimento.

Com formação e experiência em administração de empresas no setor financeiro, a idealizadora do projeto invocou um forte interesse pessoal pela cultura e pela escrita, assumindo que escreve poesia, por enquanto inédita.

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