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Técnico colabora com universidade chinesa na área da IA

© IST

O Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) organizou um seminário no âmbito da visita de uma delegação da Universidade de Nanjing ao Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa. O encontro decorreu a 29 de outubro.

Este ano, assinala-se o 70.º aniversário da introdução do conceito de Inteligência Artificial. De acordo com a nota publicada no site Técnico, a convite do DEEC, TAN Tieniu, o também presidente da World Data Organization, apresentou o seminário “Artificial Intelligence: Past, Present and Prospect”, no qual refletiu sobre o conceito de Inteligência Artificial (IA), a sua evolução, o estado atual da tecnologia na sociedade e possíveis cenários futuros.

“A Inteligência Artificial (IA) não substituirá os seres humanos, mas substituirá definitivamente aqueles que não possuem conhecimentos nem competências em IA”, afirmou TAN Tieniu, presidente do Conselho da Universidade de Nanjing, membro da Academia Chinesa de Ciências e orador do seminário “Artificial Intelligence: Past, Present and Prospect”.

Tendo em conta que as questões relacionadas com a governação global da IA estão a tornar-se “cada vez mais proeminentes”, o orador frisou a necessidade de reforçar a colaboração entre países. “Precisamos de trabalhar em conjunto. E o governo chinês incentiva-nos a unir forças com pessoas como vocês e a trabalhar em conjunto para o bem de toda a humanidade”, referiu TAN Tieniu.

TAN Tieniu constatou ainda que “inúmeras questões do ponto de vista técnico continuam por resolver”, entre elas o desenvolvimento de “sistemas de IA mais fiáveis, seguros e protegidos”. O orador contraria, no entanto, algumas perspetivas pessimistas sobre esta tecnologia, sublinhando a importância do “senso social da humanidade” para acompanhar esta nova revolução tecnológica.

“É uma universidade de referência na China e, nesta área da IA, em que temos uma grande força no técnico, com  vários departamentos e centros de investigação, é importante estabelecermos colaborações. A universidade de Nanjing tem grupos fortes nesta área e temos interesse em desenvolver projetos de colaboração e trabalhar em conjunto” explicou, José Santos Victor, docente do Técnico.

Na sua opinião, os encontros e a aproximação entre os governos português e chinês, bem como as possibilidades de parceria entre universidades, devem “materializar-se”. “Temos muito a ganhar com isso”, acrescentou.

Acrescente-se que, este ano, o Técnico recebeu uma delegação de Guangdong, no âmbito das celebrações do aniversário do Laboratório Conjunto China-Portugal, reforçando a colaboração com a China na área da I aplicada à saúde pública.

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