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Santos Silva lança livro onde defende papel das comunidades portuguesas

“Evoluir: Novos Contributos para a Política Europeia e Externa de Portugal”. O chefe da diplomacia portuguesa descreve a evolução da política externa portuguesa de um tradicional quadrado para um hexágono.

Santos Silva utilizou o posicionamento geométrico nos discursos anuais que fez em 2018 e 2019, no Seminário Diplomático que o Ministério dos Negócios Estrangeiros organiza e, com a publicação do livro, alarga a ideia para um público mais vasto: “Se nós colocarmos de um lado a prioridade à integração europeia, do outro lado a prioridade à Aliança Atlântica, não só pela pertença como membro fundador à NATO, mas também na relação bilateral com os Estados Unidos da América; se colocarmos noutro lado a nossa ligação à CPLP e ao mundo de língua portuguesa (sendo que esse lado deve hoje ser declinado, tendo em conta o conjunto da África e da América Latina) e colocarmos no quarto lado do quadrado a nossa ligação às comunidades portuguesas, definimos aquilo que são consideradas as orientações fundamentais da política externa portuguesa”.

Mas o quadrado, entende o académico que é Ministro dos Negócios Estrangeiros e já foi titular das pastas da Educação e da Defesa, deve passar a hexágono: “Tem-se tornado claro ao longo dos últimos anos, que há duas outras prioridades na política externa portuguesa: o multilateralismo e a internacionalização.

Esta também é uma outra orientação fundamental: não só a internacionalização da economia, como do nosso sistema de ensino superior e de ciência, como da nossa cultura, como da nossa língua. E por isso é que eu tenho proposto que, em vez de falarmos num quadrilátero, falemos num hexágono”.

Veja a entrevista de Santos Silva à rádio TSF.