PSD Luxemburgo: Custódio Portásio reeleito promete dar prioridade ao voto eletrónico
Custódio Portásio foi reeleito este fim de semana para mais um mandato como presidente da Comissão Política da secção do Partido Social Democrata (PSD) no Luxemburgo.
A eleição realizou‑se no sábado, 28 de fevereiro, no âmbito das eleições internas do partido em todo o território nacional e no estrangeiro; Rogério Oliveira foi eleito presidente da Mesa da Assembleia de Secção.
Em declarações após a recondução, sublinhou que representar as comunidades portuguesas no estrangeiro é simultaneamente “uma responsabilidade e um desafio”, lembrando a matriz humanista, plural e personalista do PSD e a liberdade de pensamento como parte do ADN partidário.
O líder reeleito afirmou que as secções devem ser instâncias autónomas de mediação política, capazes de veicular e amplificar, de forma estruturada, as reivindicações e expectativas das comunidades junto dos órgãos do partido e do Governo.
Custódio Portásio enunciou várias prioridades para o novo mandato: a consagração do voto eletrónico não presencial como instrumento complementar do sufrágio para emigrantes e a harmonização das metodologias de voto aplicáveis aos círculos da emigração; o reforço da promoção da língua e da cultura portuguesas no plano internacional, nomeadamente através do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua; e a valorização dos quadros do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), com medidas de dignificação profissional, estabilidade e reconhecimento institucional.
No plano económico e administrativo, o presidente reeleito defendeu um quadro fiscal ajustado às necessidades dos investidores da diáspora, a simplificação dos procedimentos administrativos e consulares e políticas que tornem Portugal mais atrativo ao investimento externo e ao regresso de reformados e quadros qualificados. Portásio admitiu também a possibilidade de mecanismos de discriminação positiva como instrumentos legítimos para corrigir desigualdades estruturais no acesso a direitos e serviços públicos.
O dirigente realçou ainda a necessidade de garantir recursos às associações da diáspora, agentes sociais e culturais e missões religiosas para que continuem a apoiar os portugueses mais vulneráveis nas sociedades de acolhimento, em articulação com a rede consular e as estruturas estatais vocacionadas para a ação externa e proteção consular.
Portásio apelou à preservação da identidade portuguesa e ao reforço dos laços com a Pátria, mesmo perante a integração nas sociedades de acolhimento. Defendeu que Portugal constrói a sua identidade geopolítica numa pluralidade de pertenças — europeia, atlântica e mediterrânica — e apelou à defesa da democracia, da liberdade e dos direitos fundamentais, perante sinais de erosão democrática e da instrumentalização das migrações.
O presidente reeleito concluiu sublinhando o papel do diálogo intercultural e inter‑religioso como ferramenta para promover o encontro, atenuar diferenças e prevenir o extremismo, reiterando o compromisso do PSD Luxemburgo com a representação e proteção das comunidades portuguesas.