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Bienal de Lyon sob o signo da fragilidade

“Manifesto da fragilidade” é o tema central desta edição da Bienal de Lyon, a decorrer até final do ano, numa dúzia de espaços da cidade francesa. Da história colonial de França ao Médio Oriente, as propostas artísticas são várias e estimulantes.

Lyon, Lugdunum, era a antiga capital da Gália Romana e é hoje a terceira maior cidade de França.

Com um forte desenvolvimento industrial e comercial, sobretudo no setor das sedas, durante o século XIX, a cidade à qual Napoleão declarou o seu amor, vive no encontro de dois rios, Ródano e Sôane, e tem o seu centro histórico bem preservado, apresentando uma paleta arquitetónica que combina as igrejas góticas, os muitos edifícios neoclássicos e o pitoresco de uma espécie de arquitetura de influência colonial.

A cidade dos irmãos Lumière, onde nasceu o cinema, também de Antoine de Saint-Exupéry e de Paul Bocuse, o pai dos chefes de cozinha, tem, também, desde 1991, uma bienal de arte contemporânea que se afirma como o acontecimento sazonal mais relevante, no campo das artes plásticas e visuais, em França e ocupa um lugar de destaque na cena internacional, de uma forma global.

No espaço industrial das Usines Fagor, uma antiga fábrica de eletrodomésticos, hoje desmantelada, estão as grandes instalações, numa bienal que tem representados mais de 50 países e que tem a ambição de se afirmar como um lugar obrigatório no sistema da arte contemporânea. É aqui que encontramos, por exemplo, o trabalho do artista belga Hans Op de Beeck que, num mundo de aparentes infinitas possibilidades, nos mostra como seria se tudo fosse monocromático, cinzento, ou seja, se todos fôssemos iguais (foto acima).

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