De que está à procura ?

belgica
Lisboa
Porto
Bruxelas, Bélgica
Portugal

Comissária europeia foi a Pedrógão Grande dizer aos locais que não estão sozinhos

A comissária europeia Corina Cretu visitou esta segunda-feira alguns locais na zona afetada pelo grande incêndio de Pedrógão Grande para mostrar aos habitantes do território que “não estão sozinhos”.

Numa visita que arrancou com uma hora de atraso, a passagem por alguns sítios afetados pelas chamas foi rápida e breve, mas deu para a comissária europeia para a Política Regional perceber a dimensão do incêndio que transformou “uma região tão bonita” num “espaço de tragédia e tristeza”.

“A nossa presença é para dizer às pessoas e aos locais que não estão sozinhos”, frisou Corina Cretu, que passou, no distrito de Leiria, por uma carpintaria em reconstrução em Pedrógão Grande, uma casa em obras em Castanheira de Pera e um espaço de alojamento local de Figueiró dos Vinhos também atingido pelo fogo.

No final da visita, Corina Cretu frisou que ficou “satisfeita” por ver algumas empresas que “já começaram a receber o dinheiro e a reconstruir a sua confiança”.

Foi disso que Markus e Flinn Bosch, dois austríacos – pai e filho -, falaram à comissária europeia.

“É importante reconstruir e restaurar a confiança”, defendeu Markus, que perdeu a carpintaria que dava apoio ao seu negócio de compra, venda e restauro de propriedades, normalmente vendidas a estrangeiros.

Em 28 anos em Portugal, país onde o filho já nasceu, Markus já terá vendido 200 casas – 90% a estrangeiros – e agora nota que a confiança começa a voltar.

“Estão a ver que há muita ajuda para reconstruir. Há apoio e há vontade em alterar as coisas”, disse o austríaco de 58 anos.

Em declarações aos jornalistas, Corina Cretu sublinhou que desde o primeiro momento que Bruxelas tem procurado ajudar, seja na reprogramação do programa operacional regional do Centro, seja na mobilização de aviões de combate.

No entanto, notou, há algumas coisas que podem melhorar.

A comissária europeia referiu que está a ser trabalhada uma reforma do sistema de mecanismo europeu de proteção civil, constatando que a Europa não está muito bem preparada para a resposta nos primeiros dias.

Além disso, o próprio Fundo de Solidariedade Europeu poderá ser revisto, nomeadamente os limiares que permitem candidaturas, para garantir alguma margem aos Estados-membro na candidatura ao mesmo, afirmou.

Na visita, Corina Cretu esteve acompanhada pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, pelo secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, pelo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, e pela presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa.