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Vila Real espera que Turismo de Portugal garanta WTCR em Portugal

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, admite que falta uma resposta do Turismo de Portugal aos pedidos de apoio para avançar com a renovação do contrato que permita a manutenção do WTCR em Portugal.

O último contrato com os promotores da Taça do Mundo da Carros de Turismo, de dois anos, termina em 2019, e “há uma proposta em cima da mesa” da Eurosport Events para a renovação do acordo, disse o autarca à agência Lusa, sublinhando que o silêncio do Turismo de Portugal está a atrasar uma contraproposta.

“Até ao momento, o Turismo de Portugal ainda não nos disse nada ao pedido de apoio que fizemos para 2019 nem nos disse nada relativamente a 2020. Estamos expectantes, até porque sabemos que esta entidade, ao contrário de anos anteriores, avançou com apoio para o Rali de Portugal com 500 mil euros, que recebeu ainda 100 mil euros do Turismo Porto e Norte de Portugal”, frisou o autarca socialista.

Rui Santos diz que é “extraordinário, inaceitável e inacreditável” a falta de resposta “o Turismo de Portugal tem obrigação de apoiar iniciativas nos territórios mais frágeis”.

“Tudo isto condiciona a nossa margem de manobra e a nossa capacidade para renovar ou os moldes em que se pode renovar esta etapa da Taça do Mundo de Carros de Turismo. Não preciso nem de mais nem de menos do que o Rali de Portugal precisa, em termos proporcionais. É medir a projeção do rali, medir a projeção desta prova e atribuir um apoio de forma proporcional. Quero só aquilo que temos direito em termos proporcionais”, concluiu.

De acordo com os estudos feitos por duas consultoras, a etapa portuguesa do WTCR tem um impacto estimado de “80 milhões de euros”, segundo avançou Rui Santos.

Já o patrão da Eurosport Events, o francês François Ribeiro, mostra-se esperançado num entendimento, até porque vê “diversas vantagens nesta parceria”, numa altura em que “o campeonato está a crescer muito”, sublinhando que “as primeiras cinco corridas do ano tiveram um crescimento de 30% face a 2018”.

“É uma Taça do Mundo, com sete marcas envolvidas, sete campeões do mundo, os melhores pilotos de turismo do mundo. Não é barato organizar o nosso evento, mas temos de contabilizar as vantagens. Num raio de 40 quilómetros não se encontra um quarto disponível. Os restaurantes estão cheios com o pessoal do WTCR, dos mecânicos, dos pilotos, das famílias dos pilotos, que gastam dinheiro na cidade”, apontou o mesmo responsável.

Na apresentação da prova, no dia 17 de junho, o presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, dissera que ainda não tinha “uma resposta”, mas que era “preciso conquistar turistas para o Douro”, pois “apenas quatro por cento dos cerca de quatro milhões de turistas que chegam à região não pernoitam no Douro”.

“Temos de continuar a trabalhar mais na promoção”, sublinhou, na altura, vincando que “este Circuito e todos os eventos desta dimensão são estratégicos” para a promoção da região.