De que está à procura ?

belgica
Lisboa
Porto
Bruxelas, Bélgica
Portugal

Turismo do Centro quer aeroporto em Monte Real

Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, defendeu, em Fátima, que “está na altura de se abrir a Base Aérea de Monte Real à aviação civil”.

As declarações foram feitas numa conferência de imprensa, inserida nos VII Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que decorrem até sábado em Fátima e na Guarda, e tiveram como mote a nova rota entre o santuário francês de Lourdes e Lisboa.

“A Ryanair apresentou aqui, em Fátima, a nova rota aérea entre Lourdes e Lisboa. É um sinal evidente de que chegou a altura de se avançar com uma estrutura aeroportuária no Centro de Portugal, que sirva o Santuário de Fátima. Se Lourdes é viável, um aeroporto que sirva Fátima também o será”, sublinhou Pedro Machado.

“Fátima recebeu 7 milhões de visitantes em 2018, de acordo com números divulgados hoje nestes workshops. É uma cifra que, por si só, consegue sustentar a operação de um aeroporto. Um estudo apresentado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria no ano passado demonstra que são necessários entre 600 mil e 700 mil passageiros por ano para a estrutura ser viável. Com os peregrinos de Fátima, Monte Real reúne todas as condições objetivas para poder ser uma realidade”, recordou o dirigente, sugerindo que o aeroporto se poderia chamar Monte Real-Fátima.

“A abertura de Monte Real à aviação civil é uma janela de oportunidade para a região e para o país, que será possível com um investimento de 30 milhões de euros, infinitamente menor do que outros investimentos. Além de que é mais uma forma de aliviar a pressão sobre o aeroporto de Lisboa que, por falta de capacidade, está a rejeitar cerca de 2 milhões de passageiros anuais”, acrescentou Pedro Machado, que realçou ainda o facto de os voos comerciais em Monte Real terem um efeito de fixação de investimentos na região: “Seria uma mais-valia significativa para a hotelaria e a restauração, assim como para a indústria de moldes e do vidro desta região”.

“Abrir Monte Real à aviação comercial justifica-se e é viável. Assim o poder político o queira”, concluiu Pedro Machado.