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Saiba quanto tempo o coronavírus aguenta em distintas superfícies

Um estudo recente de uma equipa de cientistas norte-americanos revela que o novo coronavírus pode permanecer ativo nas superfícies de cobre das moedas durante até quatro horas, um dia em cartão e entre dois a três em plástico e aço inoxidável. Os especialistas analisaram as vias de transmissão do coronavírus que provoca a Covid-19, o SARS-CoV-2, e do vírus responsável pelo surto de 2003, o SARS-CoV-1, no que diz respeito à transmissão de pessoa para pessoa e por superfícies contaminadas, tendo analisado o tempo que ambos permanecem em diferentes tipos de superfícies.

Os resultados do estudo, divulgados na revista científica “The New England Journal of Medicine”, e citados pelo Jornal de Notícias, mostraram que o novo coronavírus se revelou “mais estável” em superfícies de plástico e aço inoxidável (caso das torneiras) do que o antecessor: foi detetada carga viral “até 72 horas após a aplicação nessas superfícies”. Mas nos objetos de aço inoxidável, os cientistas detetaram uma redução significativa do vírus ao fim de 48 horas. Em materiais feitos de cobre, como as moedas, o SARS-CoV-2 permanece cerca de quatro horas. E em cartão, fica ativo durante cerca de 24 horas.

A investigação aponta ainda que a transmissão do novo coronavírus através de aerossóis (pequenas partículas que permanecem suspensas no ar e que se podem dispersar por longas distâncias) é “plausível”, uma vez que pode permanecer “viável e infecioso” em aerossóis durante pelo menos três horas.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem dito que a Covid-19 se transmite sobretudo através do contacto com gotículas respiratórias e com superfícies contaminadas. “A transmissão por via aérea não foi registada para Covid-19 e não se crê que seja um dos principais fatores de transmissão com base nas evidências disponíveis. No entanto, pode ocorrer se determinados procedimentos de geração de aerossóis forem realizados em unidades de saúde”, pode ler-se num relatório da OMS, datado de 24 de fevereiro.

Na mesma linha, a Direção-Geral da Saúde portuguesa também informa, no seu site, que o vírus se transmite “por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados”.