Presidenciais2026: Seguro conquista a Bélgica que bate recorde de afluência às urnas
Os emigrantes portugueses residentes na Bélgica registaram uma das participações mais elevadas entre os países com forte presença da diáspora lusa nas eleições presidenciais realizadas este domingo.
Pouco mais de 13% dos eleitores recenseados deslocaram-se às urnas, um valor que, apesar de continuar abaixo do desejável, coloca a Bélgica entre os países com melhor taxa de participação no universo da emigração portuguesa.
No plano dos resultados, a vitória coube a António José Seguro, que reuniu 38,93% dos votos, ou seja 1.088 eleitores, num total de 2.818 votantes. Na Bélgica estão recenseados 20.902 portugueses.
Seguiu-se André Ventura, com 19,61% (548 votos), numa disputa muito próxima com João Cotrim de Figueiredo, que obteve 19,53%, correspondentes a 546 votos. A curta diferença entre estes dois candidatos marcou o grande embate dos resultados belgas.
Num segundo plano surgem Luís Marques Mendes, com 5,72% dos votos (160), e Henrique Gouveia e Melo, com 5,62% (157 votos). Catarina Martins alcançou 4,83%, somando 135 votos, enquanto Jorge Pinto ficou pelos 2,90%, com 81 votos.
Mais abaixo na tabela aparecem António Filipe, com 1,47% (41 votos), e Manuel João Vieira, que recolheu 1,25%, equivalente a 35 votos. André Pestana da Silva obteve três votos (0,11%) e Humberto Correia registou apenas um voto, correspondente a 0,04%.
Os resultados belgas revelam um eleitorado mais diversificado nas suas escolhas e uma maior mobilização cívica quando comparada com outros círculos da emigração. A participação de mais de 13% dos recenseados é vista como um sinal positivo, sobretudo num país onde a comunidade portuguesa é numerosa e geograficamente dispersa.
