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Português em Bruxelas cria jogo de tabuleiro

Um emigrante de Vila do Conde em Bruxelas com uma “forte ligação” ao Porto decidiu criar um jogo de tabuleiro com o nome da cidade, cujo objetivo é construir casas na Ribeira, que vai ser lançado em setembro.

Orlando Sá, emigrante em Bruxelas, na Bélgica, afirmou à Lusa que a “ligação muito forte” à cidade, “reforçada” pela frequência na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, motivaram a criação deste novo jogo de tabuleiro.

Depois de ter “descoberto os jogos de tabuleiro em 2012” e “criado alguns jogos para manter o bichinho, mas que nunca saíram do papel”, a evolução deu-se quando, entre 2016 e 2017, participou “com um jogo de 54 cartas numa competição no maior agregador de jogos de tabuleiro do mundo, o BoardGameGeek”, disse.

“Há cerca de um ano, por esta altura, fui contactado pela MEBO Games, a maior editora nacional de jogos de tabuleiro modernos, porque tinham sabido que estava a trabalhar num jogo acerca do Porto”, afirmou o criador, enfatizando a empatia que automaticamente surgiu.

Segundo Orlando Sá, eles [MEBO Games] “ficaram muito interessados e rapidamente começou a desenvolver-se o jogo em conjunto”, sendo que o “resultado final será mostrado em setembro”, prometeu.

Explicando tratar-se de um jogo “de estratégia, com cartas, que pode ser jogado por entre um e quatro jogadores a partir dos oito anos de idade, com regras muitos simples”, Orlando Sá disse ser objetivo de cada um “construir casas na Ribeira”.

“É um jogo muito simples que já foi testado por pessoas entre os 50 e 70 anos e que não tiveram problema nenhum”, definiu o arquiteto desta criação que “usa mecanismos que já foram usados noutros jogos” e que “entusiasma as pessoas pela forma como as coisas são combinadas”.

Durando, em média, 45 minutos, garante Orlando Sá, o jogo “é viciante porque acaba rápido e as pessoas sentem a necessidade de recomeçar para tentar uma nova estratégia”.

Apresentado no fim de semana na LeiriaCon, na maior convenção nacional de jogos de tabuleiro, o “Porto” teve uma “recetividade muito boa”, o que deixou o autor com a certeza que, apesar do nome escolhido, é “um jogo para ser jogado em todo o país”, referiu o criador.

Admitindo, ainda assim, que uma ilustração do tabuleiro “cheia de pequenos detalhes, de pequenas coisinhas sobre a cultura portuense, se calhar não vai agradar a toda a gente”, Orlando Sá elogiou o trabalho de Luís Levy Lima e o “cuidado de introduzir a cultura do Porto por todo o lado, dos martelinhos de São João às pipas de vinho, às francesinhas, à imagem da Sandeman, entre outros”.

“Quem é do Porto vai olhar e reconhecer muita coisa e quem não é, se calhar, vai aprender ao questionar por que determinado pormenor surge desenhado no tabuleiro do jogo”, destacou Orlando Sá que disse ter “na manga” a produção de outros jogos, pois “desenhar jogos de tabuleiro acerca de Portugal é algo fascinante”.