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Missões portuguesas em África e no Médio Oriente são para continuar

As missões militares portuguesas na República Centro Africana, Iraque e Afeganistão são “operações de longa duração” que deverão continuar no próximo ano, no âmbito do contributo de Portugal para a paz, defendeu o almirante Silva Ribeiro.

As missões das forças nacionais destacadas na RCA, no Afeganistão e no Iraque “são operações de longa duração e por isso não é expectável que, para o próximo ano, haja grandes alterações”, disse o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, António Silva Ribeiro.

Em entrevista à Lusa, quando passa um ano sobre o início do seu mandato, Silva Ribeiro frisou que os conflitos naqueles países “vão demorar anos a resolver e é preciso que a comunidade internacional contribua para a sua resolução”.

“Fruto da ação da nossa força de reação rápida há um mês, o principal grupo opositor, UPC, foi para a mesa das negociações e foi assinado um acordo de paz [a seis de fevereiro], sublinhou, considerando que “convém não esquecer” o contributo da força militar para que o diálogo político fosse possível.

“O país neste momento está estável e desejamos que assim continue e que os órgãos democráticos consigam exercer autoridade e que o governo da República Centro Africana consiga ter capacidade para controlar todo o território mas mas isso vai demorar tempo e vai ser necessária a permanência das nossas forças”, justificou.

Quanto à segurança e defesa europeias, António Silva Ribeiro considerou que “é essencial que os países europeus desenvolvam capacidades militares” e que o façam de forma articulada e não em “duplicação” com a NATO.

Silva Ribeiro defendeu que “tudo o que se fizer” no âmbito do desenvolvimento de capacidades militares da União Europeia deve ter “utilidade para a NATO”, organização que “é verdadeiramente a aliança militar estruturante da defesa euro-atlântica, da qual a Europa faz parte”.

“Ainda vai levar tempo até que a União Europeia tenha uma capacidade de resposta militar como tem a NATO. A NATO tem um ator essencial que são os EUA, com um potencial diferenciador, com o que investem em investigação e desenvolvimento, a edificação das capacidades, é incomparável com qualquer outro país do mundo e portanto a NATO é que é verdadeiramente a aliança militar estruturante da defesa euroatlântica, da qual a Europa faz parte”, disse.

Portugal tem 215 militares empenhados na missão da NATO no Afeganistão, na proteção do aeroporto de Cabul, em funções de quartel-general, de apoio e de operações especiais.

Na RCA, estão empenhados 193 militares na missão das Nações Unidas, 179 dos quais constituem-se como força de reação imediata, sediados em Bangui, mais 14 no quartel-general, cujo segundo comandante é o general português Marcos Serronha.

Na missão de formação e aconselhamento da União Europeia neste país, comandada por Portugal até ao próximo mês de julho, estão 63 militares, segundo dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

No Iraque, no âmbito da coligação internacional de combate ao Daesh, “Inherent Resolve”, estão 52 militares portugueses que dão formação e treino às forças iraquianas.