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Mazda 2: muito para dar

É impossível falar do Mazda 2 sem começar pelo design kodo da Mazda que está presente no modelo mais pequeno da marca de Hiroshima. Como tal, herda a grelha dianteira desportiva e generosa com o destaque cromado logo abaixo, assim como um lábio dianteiro saliente. O capô é baixo e mergulhante, as óticas são rasgadas flanqueando a grelha, como é já “tradição” da linguagem de design da marca nipónica. Os faróis de nevoeiro são parcialmente envolvidos por uma moldura “cromada” que contrasta com o cromado da grelha dianteira na ambição de um toque de requinte.

Nas laterais temos uma linha de cintura alta que sobe até ao termino dos vidros traseiros e temos um tejadilho que desce de forma elegante até à traseira que é alta e desportiva. O para-choques traseiro é musculado e saliente e a tampa da bagageira deixa pouca margem ao óculo traseiro. Como seria de esperar os farolins traseiros flanqueiam o logo da Mazda colocado no centro. Ainda na traseira está um difusor que alberga uma saída de escape nada tímida.

Ainda no exterior damos destaque aos vidros traseiros escurecidos, antena “shark” e jantes pretas de 15 polegadas envolvidas em pneus 185/65 R15. Quando a cor é um azul eletrizante como o do automóvel de imprensa, conseguimos ser o centro das atenções, num automóvel que é algo discreto em qualquer cor mais “comum”.

No interior o estilo é harmonioso e minimalista que não cansa a vista, com uma escolha cuidada de materiais e com uma construção das melhores do segmento. Um tabliê curvilíneo, saídas de ar redondas e salientes, um painel de instrumentos com um estilo desportivo e comandos da climatização redondos. Damos destaque aos pretos brilhantes, cromados, cinzas escovados e ao friso no tabliê que confere ao Mazda 2 um estilo único e diferente.

Em termos de espaço, o Mazda 2 não é uma referência, uma vez que o acesso aos lugares traseiros não é o mais fácil e que dois adultos de estatura maior ficam algo apertados nos lugares traseiros. Já a bagageira também está longe das referências do segmento contando apenas com 280 litros de capacidade, que se estendem aos 950 litros com o rebatimento dos assentos traseiros. Contudo, os assentos ergonómicos, oferecem bom apoio lombar e conforto em todos os lugares a bordo.

No equipamento temos botão Start da ignição, ar-condicionado automático, duas entradas USB, sistema de navegação e multimédia, volante multi-funções em couro, sistema de start&stop, cruise-control e limitador de velocidade, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, botão rotativo de controlo do sistema de navegação e multimédia, monitorização da pressão dos pneus, aviso de transposição involuntária de faixa, sensores de chuva e luminosidade, entre outros.

O sistema de navegação e multimédia está num ecrã tátil de 7 polegadas. Temos acesso à aplicação Aha e acesso a serviços conectados. Em comparação com outros sistemas de navegação e multimédia, este sistema pode não preencher os requisitos dos utilizadores mais exigentes, mas cumpre na perfeição as funções básicas e a utilização comum. Temos streaming de áudio, acesso ao Twitter e Facebook, navegação e ainda nos oferece dados de consumos e viagens através de uma aplicação especifica. O painel de instrumentos desportivo, fornece a informação necessária prescindindo de grandes ecrãs

A posição de condução do Mazda 2 é agradável, o facto de termos um assento regulável em altura e uma direção regulável em altura e profundidade ajuda, mas são os comandos ergonómicos e todos “à mão” que nos oferecem uma maior conexão com um automóvel que devia ser um simples utilitário mas não o é.

É no campo do comportamento e do prazer da condução que o Mazda 2 se destaca, tem um chassi tão competente como o da concorrência, mas temos uma direção extremamente direta e prazerosa, assim como uma caixa justa com um manuseio digno da perfeição. Para quem gosta de conduzir não há como reunir um motor redondo a uma boa caixa de velocidades, chassi competente e direção direta.

A suspensão é condescendente o suficiente para proporcionar conforto a bordo, mas não faz com que o Mazda 2 tenha um comportamento pouco previsível. O utilitário Nipónico aborda as curvas de forma exemplar, garantindo sempre prazer de condução independentemente da velocidade a que circulemos. O que ajuda a transmitir esse prazer de conduzir é o volante com excelente pega e a maneta da caixa de velocidades bem colocada e ergonómica.

Debaixo do capô está um motor 1.5 SKYACTIV a gasolina com 4 cilindros sem recurso a sobrealimentação. A potência são 90cv às 6000rpm e 148Nm de binário às 4000rpm. É quando esmagamos o pedal do acelerador e deixamos o ruído do escape ficar audível que percebemos que este é um motor que gosta de rotações mais altas, por outro lado, não é um motor que esmoreça nos médios regimes. Ao contrário dos motores sobrealimentados, este 1.5 SKYACTIV é redondo o suficiente para nos oferecer andamentos vivos quando necessário e consumos sempre simpáticos.

Em termos de prestações temos uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 9,4 segundos e uma velocidade máxima de 183km/h.

No nosso ensaio os consumos rondaram os 6 litros a cada 100km com percursos mistos com e sem trânsito. Contudo, o Mazda 2 ensaiado tinha apenas 1000km quando nos foi entregue, o que nos leva a acreditar que com a quilometragem este consumo possa baixar.

Na segurança o Mazda 2 conseguiu em 2015 as 4 estrelas nos testes Euro NCAP com 86% na protecção dos adultos, 78% na protecção das crianças, 84% na protecção dos peões e 64% nas ajudas à condução.

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