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Marina Prévost-Mürier: é preciso muita qualidade para entrar no mercado suíço

A jurista e empresária Marina Prévost-Mürier, fundadora da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços Suíça-Portugal teve a ideia de lançar o projeto desta estrutura porque muitos dos seus clientes em Genebra lhe pediam informações sobre Portugal e oportunidades de negócio no país. Além disso,um grande número de empresários suíços procuravam saber mais sobre a fiscalidade portuguesa. Esta portuguesa questionou-se então se não existia uma estrutura do tipo câmara de comércio, apenas para descobrir que nenhuma organização facultava este tipo de serviços “o que me surpreendeu”, confessou em entrevista ao BOM DIA.

Com dupla nacionalidade portuguesa e suíça, Marina Prévost-Mürier (na foto com o Secretário de Estado José Luís Carneiro) começou então por criar um “business hub Suíça-Portugal” onde tentou criar uma rede entre empresários. Dois anos depois, esta lusodescendente decidiu avançar com a Câmara de Comércio, tendo contactado personalidades da política e da economia suíças para darem “força e credibilidade ao projeto”. O projeto arrancou com um grupo de sete pessoas que decidiram fundar a Câmara.

A principal atividade da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços Suíça-Portugal é hoje distinta daquilo que a sua co-fundadora imaginava inicialmente: “temos apenas sócios suíços que querem trabalhar com Portugal, investir no turismo ou que procuram golden visas“. Só depois de a câmara ter começado a funcionar, com suíços, os empresários portugueses descobriram que esta estrutura podia ajudá-los a chegar ao mercado suíço.

Mas Marina Prévost-Murier alerta: “é preciso ser uma empresa com uma sólida estrutura para entrar na Suíça”, e depois há que ter em conta que os suíços “não querem concorrência no mercado deles”. Assim, acha que só há um caminho: assegurar um “grande nível de qualidade” e entrar “passo a passo”.

E Marina Prévost-Murier deixa outras pistas: nunca chegue atrasado a uma reunião com um suíço e esqueça os títulos: “os suíços não dão importância nenhuma aos títulos; ninguém se trata por doutor como em Portugal”.