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Marco Nunes: voltar a Portugal como investidor da diáspora

Foi com o pai para a Suíça aos dez anos mas diz que ainda tem saudades do “nosso Portugal”, por isso é que Marco Nunes se tornou naquilo a que se chama um investidor da diáspora.

O jovem famalicense, que trabalhou sobretudo em restauração na Suíça, andava “há cinco ou seis anos à procura de uma oportunidade” para voltar para Portugal. “Não me imaginava a trabalhar em Portugal por conta de outrem ou ganhando o ordenado mínimo, por isso comecei a pensar em possibilidades de negócio”, disse Marco Nunes ao BOM DIA.

Uma das atividades que o português quer desenvolver é o agenciamento de jogadores de futebol, algo que já vai fazendo mas que vai passar a exercer com mais regularidade. “Portugal são as minhas raizes, os cheiros… no fundo a saudade”, explicou o português, dizendo que é por isso tudo que tomou a decisão de voltar a Portugal.

Mas o principal projeto para “o regresso a casa” começa já em janeiro quando Marco Nunes abrir um centro Personal20, em Famalicão. O emigrante e a cadeia portuguesa de estúdios de ElectroFitness assinaram o contrato em Genebra, durante a apresentação da Rede Global da Diáspora, nas instalações da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços daquela cidade suíça.

O futuro dono do Personal20 Famalicão, Marco Nunes, afirmou que pretende empreender em Portugal depois de ter experimentado e verificado os resultados num concorrente na Suíça e ter investigado os vários franchisings de electroestimulação muscular. “O que vou abrir é mais uma clínica do que um ginásio”, explicou Marco Nunes, esperando que o espaço que vai abrir seja uma “grande oportunidade de negócio”.

Por sua vez, o CEO da Personal20, Pedro Ruiz agradeceu a ajuda na sua internacionalização por parte do AICEP, do Portugal2020, das embaixadas de Portugal, da SECP/GAID e da Rede Global da Diáspora, referindo que “este, é já o segundo Personal20 propriedade de um emigrante regressado da Suíça, sendo o primeiro, o Personal20 Braga”. Pedro Ruiz levanta o véu ao afirmar que “mais virão”, uma vez que o franchising “é uma ótima solução para os portugueses que na Suíça estão habituados a um nível de vida muito superior ao de Portugal e que não poderiam manter como assalariados na sua pátria”.

A assinatura do contrato ocorreu durante um evento de apresentação da Rede Global da Diáspora que contou com a presença da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, do Embaixador de Portugal na Suíça, António Ricoca Freire, do Representante Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, Embaixador Rui Macieira, do Secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Suíça-Portugal, Gregor Zemp, da delegada da AICEP na Suíça, Ana Maria Rosas e do Diretor Executivo da Fundação AEP, Paulo Dinis.

#portugalpositivo