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Insegurança na Venezuela afeta Carnaval

A insegurança, a crise económica e as tensões políticas na Venezuela levaram à suspensão da tradicional saída às ruas do Jokili, durante o carnaval, na Colónia Tovar, 70 quilómetros a oeste de Caracas, anunciou a organização do evento.

O anúncio foi feito pela Associação de Arlequins (AA), que tomou a decisão durante uma assembleia geral em que analisaram a crise venezuelana.

“Informamos todos os amigos da Colónia Tomar, que anualmente nos visitam no Carnaval que devido aos acontecimentos violentos registados nos últimos dias, no nosso país, e sobretudo nas nossas fronteiras, tomámos a decisão de suspender a celebração”, refere o comunicado divulgado pela AA.

Segundo o documento “o Jokili não sairá às ruas da Colónia Tovar, este ano, porque consideramos que é uma personagem que expande e transmite alegria, o que não há neste momento no país”.

“Esperando a vossa compreensão, nos veremos novamente em liberdade”, explica.

O Jokili é um arlequim alemão, que desde 1976 sai às ruas e instalações comerciais da Colónia Tovar (localidade venezuelana com caraterísticas alemãs), vestido de vermelho, branco e azul, para contagiar a população de alegria, num dos mais tradicionais eventos de carnaval na Venezuela.

Os festejos do Carnaval na Venezuela começaram conforme decisão do Presidente Nicolás Maduro, que garantiu ainda o pagamento antecipado de um bónus económico.

No anúncio, feito no passado dia 20, Maduro declarou que sexta-feira, um de março, seria considerado dia de feriado nacional para prolongar a festa que caracterizou como “cultural”.

Nicolás Maduro anunciou ainda o pagamento de um bónus económico aos venezuelanos titulares do cartão da pátria, promovido pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo).

O cartão da pátria foi criado no início de 2017 para melhorar a distribuição de alimentos à população através das comissões de abastecimento e produção (CLAP).

Apesar da decisão presidencial no dia de hoje, na cidade de Caracas, excetuando alguns organismos públicos, as clínicas, fábricas, bancos, supermercados e outros estabelecimentos comerciais, abriram normalmente ao público.

A antecipação do Carnaval coincide com a crise humanitária na Venezuela, marcada desde sábado pela deserção de meia centena de militares e polícias, segundo as autoridades colombianas.

Vários militares e polícias venezuelanos começaram a desertar a partir de dia 23 de fevereiro (sábado), quando um grupo de voluntários tentou entrar no país a partir da Colômbia e do Brasil, com ajuda humanitária reunida por uma coligação internacional que procura aliviar a crise existente na Venezuela.