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Da necessidade imperiosa de mimos

Hoje já acordei com as galinhas (até antes, que às seis da manhã estão ainda elas a ressonar), já fiz pequenos-almoços e lancheiras, fiz de São Nicolau e de Fada dos Dentes, fui a um desfile de Pais Natais, falei para a televisão, escrevi qualquer coisa da tese, transcrevi e traduzi manuscritos alemães de mil setecentos e troca o passo, (tarefa na qual vergonhosamente adormeci, tendo sido acordada in extremis por um gato aos saltos, em evidente desacordo com algum termo que utilizei), escrevi mais uns parágrafos de tese, fui ao lançamento de um livro, já cozinhei, dei jantares e banhos, limpei rabos (para o que estava eu guardada), pus na cama, passei uma hora a ler Harry Potter e a fazer as vozes dos maus, dos bons e dos assim-assim, arrumei a cozinha, pus o lixo na rua e dei três suspiros.

Caríssimos, agora sou eu e um Donzelinho (Real Companhia Velha), um queijo Anastácio que é o Rei dos queijos da Serra (e quem não conhece anda a perder muita coisa), pão com azeite e pedras de sal.

De aqui já só vou para a cama, se tudo correr bem até a rebolar, que isto eu já não vou para nova e sem um mimo não vai lá.

 

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