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Conselheiro das comunidades eleito em França apresenta demissão

António Capela, conselheiro das comunidades portuguesas das regiões consulares de Bordéus e Toulouse, pediu esta sexta-feira à Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas a sua demissão com efeitos imediatos do cargo.

O conselheiro demite-se para mostrar “insatisfação, indignação e dar um sinal claro, de que os portugueses que vivem no estrangeiro merecem consideração e respeito”.

“A situação no Vice-Consulado de Portugal em Toulouse, e na região consular é no atual momento grave, com tendência para se tornar caótica”, afirma António Capela, apesar de “os funcionários consulares fazerem o melhor que podem”. O conselheiro demissionário diz receber “diariamente dezenas de telefonemas, com reclamações sobre os serviços, com impossibilidade de marcações, com um aumento do tempo de espera para marcações, com respostas redundantes e sem resoluções claras”.

Capela queixa-se de não ser ouvido mas também de não lhe ser facultada informação de qualidade para analisar a situação consular na região que representa. “Quando foram por mim solicitados dados estatísticos sobre a atividade consular, para que, se pudesse interpretar a realidade e assim se pudesse trabalhar em conjunto, fui encaminhado para um relatório da DGACCP sobre os números consulares do mundo inteiro, que nada diz sobre Toulouse, e que data já de há quase dois anos”, queixa-se.

“Nos últimos dias e depois de ouvir muitas pessoas da comunidade, que me tentaram demover, decidi que não havia outro caminho”, tendo assim optado pela demissão do cargo de conselheiro das comunidades, função que, considera, “serve para servir”.

António Capela manifesta-se satisfeito pelo “caminho de cinco anos, que sempre recordarei, e do qual me orgulho” como conselheiro das regiões consulares de Bordéus e Toulouse e deseja um excelente trabalho à sua sucessora, Carolina Amado.

O ex-conselheiro promete no entanto continuar “a colaborar com os organismos com os quais mantenho ligação, nomeadamente a Federação das Associações e a Associação de Empresários, da qual sou presidente”. E deixa um “agradecimento especial à comunidade Portuguesa, e colegas conselheiros, que juntos lutam diariamente para que Portugal seja visto de forma única em todo o mundo”.