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Vinhos portugueses promovem-se na Alemanha

A ViniPortugal, a organização interprofissional do Vinho de Portugal, está em Berlim com 27 produtores nacionais para tentar consolidar a presença da marca no mercado alemão, o quarto maior em termos de exportações.

Mesas e copos alinhados, garrafas preparadas, do Douro, aos verdes, passando pelo Dão, à Bairrada. A tarde é dedicada a provas com cerca de 120 profissionais alemães presentes na Kalkscheune, em Berlim.

A 3.ª edição do Wines of Portugal Campus decorre pela primeira vez na capital alemã, depois das anteriores terem acontecido na cidade de Hamburgo.

“O objetivo é consolidar a marca. O mercado alemão é maduro, andamos à volta do sétimo, oitavo operador de mercado em termos de vinhos importados. É maduro, mas não está saturado e carece de ações que continuem a criar impacto junto dos consumidores. Queremos consolidar quem já está presente, e abrir mercado para quem está a chegar”, sublinha Sónia Vieira, a diretora de marketing da ViniPortugal.

Para Andrea Ackermann, gerente de projetos da Quinta do Paral, na Vidigueira, estas ações de promoção ainda são novidade. Há cerca de um ano o atual proprietário, o alemão Dieter Morszeck, decidiu dedicar-se aos vinhos.

“O proprietário vendeu a empresa que tinha aqui na Alemanha e decidiu dedicar-se a algo que ama: vinhos. Quando conheceu a quinta, na Vidigueira, disse logo que ali era o lugar dele”, revela a gerente de projetos da Quinta do Paral que produz atualmente nove vinhos.

“A Alemanha é um país muito aberto, aceita outros vinhos de outros países. É diferente da França e da Itália. Em Itália é mais complicado ver consumidores a comprarem um vinho português, e não francês. Enquanto aqui, um alemão compraria perfeitamente um vinho português”, sublinha Andrea Ackermann.

Os vinhos da Quinta do Paral encontram-se à venda apenas na cidade de Colónia, em alguns supermercados e restaurantes. O objetivo é chegar a outras cidades da Alemanha e a outros países como Brasil ou Estados Unidos.

O mercado alemão é atualmente o quarto maior em termos de exportações dos vinhos portugueses. “No final de 2017, valia 47 milhões de euros e tem vindo a crescer. No ano passado cresceu de uma forma consistente, ainda que não tanto como gostaríamos. Os primeiros seis meses deste ano apontam para um bom crescimento a nível de valor, e para uma recuperação do preço, o que para nós é muito importante”, realça a diretora de marketing da ViniPortugal.

“No final de 2017 tivemos um crescimento de 8,1% em valor e nos primeiros seis meses deste ano temos um aumento de 9,2%. É um bom sinal”, indica Sónia Vieira.

Para o grupo Parras, que também participa nesta iniciativa, a Alemanha passou a ser um destino prioritário.

“É um mercado muito grande e a nossa implementação tem sido um pouco lenta. Começamos agora a tornar o mercado da Alemanha um destino onde queremos estar cada vez mais presentes. A Alemanha, estrategicamente, tornou-se num mercado prioritário. Em termos de vendas ainda não está nos cinco primeiros, tem crescido moderadamente”, revela Cláudia Gomes, responsável de mercado do grupo Parras.

O grupo Parras produz vinho em oito regiões, do norte a sul do país. Lisboa e Alentejo são “as maiores referências” e onde tem “as maiores propriedades”, a Quinta do Gradil e a Herdade da Candeeira.

“O mercado alemão tem sempre vários pontos de interesse: tem o mercado da saudade, que é muito importante, visto que há muitos portugueses a residir aqui, e depois tem o mercado dos nacionais”, sublinha Cláudia Gomes, acrescentando que “o consumidor alemão é cada vez mais exigente e começa a procurar os vinhos portugueses, nomeadamente os tintos”.

Durante a manhã, decorreu uma sessão de formação da Academia Vinhos de Portugal, nível iniciação e quatro ‘workshops’ conduzidos por David Schwarzwalder, Hendrik Thoma, Christina Fisher e Sebastian Bordthauser. A ViniPortugal passou também no sábado e domingo pela cidade de Munique.