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Tapetes portugueses em cortiça que estão a dar que falar

A Sugo Cork Rugs está representada em Nova Iorque na Feira Internacional de Mobiliário Contemporâneo. A preocupação com o ambiente e com o uso sustentável de recursos, combinada com técnicas de tapeçaria tradicionais, foi o pontapé de saída para a criação de um tapete funcional e ecológico, explica o jornal Público.

Com 18 anos de experiência em têxtil e moda, Susana Godinho sentiu em 2012 a necessidade de experimentar uma matéria-prima diferente e viu na cortiça a oportunidade de desenvolver um produto inovador, tecendo um tapete de cortiça conjugado com outros materiais, como o algodão e a lã. Porque se tratavam de teares manuais, era essencial utilizar uma cortiça que fosse resistente ao processo de fabrico e surgiu a necessidade de investimento, por isso, “a ideia ficou na gaveta”.

Até que, em 2014, se juntou o útil ao agradável quando a Corticeira Amorim lançou o concurso Amorim Cork Ventures, que oferecia um milhão de euros para apoiar projectos de novas aplicações para o sector da cortiça. “Como já tinha o projecto e os protótipos, enviei um e-mail com a memória descritiva do produto e as suas vantagens”, conta Susana Godinho, de 41 anos. No dia seguinte, a empresária estava reunida com Paulo Bessa, o director da Amorim Cork Ventures.

Juntamente com outros empreendedores seleccionados, Susana Godinho fez parte da primeira “fornada” de negócios a ser acolhida pela Amorim Cork Ventures. Seguiu-se um período de incubação que permitiu o desenvolvimento do modelo de negócios e, em 2015, a empresária convidou a amiga e gestora Sónia Andrade a integrar o projecto, fundando a startup TD Cork. Foi preciso montar uma fábrica, investir nos equipamentos de produção, fazer o planeamento do mercado, mas, finalmente, em Janeiro de 2017, avançaram para o mercado com a marca Sugo Cork Rugs.

Além da cortiça, os tapetes da Sugo Cork Rugs são feitos a partir de lã nacional e algodão recuperado de grandes produções industriais, congregando num único produto duas indústrias tipicamente reconhecidas em Portugal: a cortiça e a tecelagem. A cortiça é trabalhada no tom natural e são as restantes matérias (para já, o algodão e a lã) que dão a cor ao tapete. Mas Susana Godinho confidencia ter a ideia de introduzir outros materiais.