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Que conselho te dar… Vive!

Pediste-me um conselho
E eu não sei como to dar
Ao fadário de crescer e ficar velho
É algo a que não pudemos escapar.

E ao compor estes versos
Com a sua fúria e a sua mediocridade
Há ecos de um tempo que por nós passou,
Há sentimentos exímios e dispersos,
Uma doce melancolia e saudade,
Um tempo, que o tempo conquistou.

Que outro conselho
Para te dar se me apraz,
Dizer-te que vivas, sejas feliz
E quando velho,
Ciente que o caminho que ficou para trás
Não foi o que o destino quis.

Foi longo e talvez duro,
Mais aliviado seria certamente
Se entre o passado e o futuro
Tivesses vivido o presente.

Por isso não deixes que a vida
Te iluda e te engane,
Não percas a saúde para juntar dinheiro
Porque a saúde depois de perdida,
O dinheiro que se dane,
E a vida está primeiro.

Não vivas como se não fosse amanhecer
Porque isso não faz sentido
Nasceste para viver, e não, morrer
Como se nunca tivesses vivido.

(excerto de – Possivelmente, poemas)