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Projeto de jovens cientistas portugueses distinguido em concurso europeu

Um projeto de jovens portugueses para instalação de pilares que leem matrículas dos carros e impedem o estacionamento ilegal nos lugares prioritários foi hoje distinguido na final do Concurso Europeu de Jovens Cientistas (EUCYS), em Talin, na Estónia.

O projeto EasyPark visa instalar, “em cada local de estacionamento prioritário, um pilarete automático que é ativado a partir da leitura de matrícula” dos carros, para “impedir que as pessoas estacionem ilegalmente”, explicaram os alunos da Escola Secundária de Oliveira do Bairro Beatriz Bastião, Luís Pinto e Olavo Saraiva, distinguidos com o “Prémio Governamental”, no valor de mil euros.

O objetivo do EasyPark é manter os lugares de estacionamento prioritários “livres para aqueles que realmente precisam”, indicaram, acrescentando que se trata de uma iniciativa que irá melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência física e aumentar a sua independência.

Este foi um dos projetos selecionados durante a 11.ª Mostra Nacional de Ciência, promovida pela fundação da Juventude no passado mês de junho, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, para representar Portugal na competição europeia.

O “Prémio Governamental” é atribuído a projetos que revelem ter um elevado potencial de aplicação no desenvolvimento urbano ou que vão ao encontro daquelas que são as mais recentes tendências de ‘smart cities’ (cidades inteligentes), referiu o presidente executivo da Fundação da Juventude, Ricardo Carvalho, citado em comunicado.

Já o projeto português “ShealS – Sea Heals Soil”, desenvolvido pelos alunos Francisca Martins, Eduardo Nogueira e Gabriel Silvado, do Colégio Luso-Francês do Porto, recebeu um prémio para participar na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), evento que vai decorrer em Pitsburgo, nos Estados Unidos, em maio de 2018.

O projeto consiste num fungicida natural à base de extratos de algas da costa portuguesa, que se mostra eficaz no combate à ‘Phytophthora cinnamomi’, um organismo unicelular semelhante a um fungo que não reage a qualquer fungicida comercialmente disponível.

Para o presidente da fundação, que lamenta a retirada de apoio financeiro por parte da Direção Geral de Educação nas últimas duas edições do Concurso Nacional de Jovens Cientistas, é importante continuar a apostar na promoção das áreas de investigação e desenvolvimento, como forma de promover o empreendedorismo e a transferência de conhecimento.

Esse investimento reflete-se “no crescente número de jovens que, anualmente, participam no Concurso Nacional de Jovens Cientistas, com o intuito de serem apurados para a Mostra Nacional de Ciência e alcançarem um lugar nos certames internacionais”, onde Portugal se começa a destacar”, referiu.

Segundo Ricardo Carvalho, desde 1993, ano em que começaram a participar em competições internacionais, as equipas portuguesas já ganharam mais de 16 prémios.

O EUCYS, promovido pela Comissão Europeia, contou com a participação de cerca de 200 jovens cientistas de 38 países, que apresentaram projetos de Biologia, Ciências do Ambiente, Ciências Médicas, Ciências Sociais, Economia, Engenharias, Ciências da Computação e Psicologia.

Esta competição europeia iniciou em 1989 com o objetivo de promover a cooperação e intercâmbio entre jovens investigadores, dando-lhes a oportunidade de discutir os seus projetos de investigação com alguns de cientistas de todo o mundo.