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Papa Francisco fala em revolução cristã na visão sobre o matrimónio

O Papa Francisco defendeu no Vaticano a valorização da sexualidade e da afetividade humanas, à luz do “verdadeiro amor”.

“A criatura humana, na sua unidade inseparável de espírito e corpo, e na sua polaridade masculina e feminina, é uma realidade muito boa, destinada a amar e a ser amada. O corpo humano não é um instrumento de prazer, mas o lugar que mostra o nosso chamamento ao amor: no amor verdadeiro, não há espaço para a luxúria e a sua superficialidade, os homens e as mulheres merecem mais do que isto”, disse, na audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

A reflexão deu continuidade às catequeses sobre os 10 Mandamentos, neste caso sobre “não cometer adultério”.

Francisco sublinhou que a afetividade é “um chamamento ao amor, que se manifesta na fidelidade, no acolhimento e na misericórdia”.

A relação entre marido e mulher, proposta por São Paulo (séc. I), foi considerada pelo Papa como uma “revolução” na forma de pensar o Matrimónio.

“É revolucionário pensar, com a antropologia daquele tempo, que o marido deve amar a mulher como Cristo a Igreja, é uma revolução. Talvez, naquele tempo, fosse a coisa mais revolucionária dita sobre o amor”, sustentou.

O pontífice destacou que o “mandamento de fidelidade” é para todos na Igreja, uma “palavra paterna de Deus” dirigida a cada homem e mulher.

“Por isso, para casar-se, não basta celebrar o Matrimónio. É preciso fazer um caminho do eu ao nós”, acrescentou.

Francisco afirmou depois qua todas as vocações cristãs têm uma dimensão “esponsal”, porque são fruto do “laço de amor em que todos fomos regenerados, o laço de amor com Cristo”.

O Papa deixou saudações em várias línguas, incluindo aos peregrinos de língua portuguesa: “Faço votos de que esta peregrinação reforce em vós a fé em Jesus Cristo, que chama cada homem e mulher a fazer dom de si mesmo ao próximo. Regressai aos vossos lares com a certeza de que o amor de Deus, derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo, fará que nos tornemos sempre mais generosos! Que Deus abençoe a cada um de vós!”.

Francisco recordou a celebração da solenidade de Todos os Santos, a 1 de novembro, e a evocação dos fiéis defuntos, no dia seguinte.

“Que o testemunho de fé de todos os que nos precederam reforce em nós a certeza de que Deus acompanha cada um no caminho da vida, nunca abandona ninguém a si mesmo e quer que todos sejamos santos, como Ele é santo”, concluiu.