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Onze países da Europa em Paredes para refletir sobre integração de migrantes

Dezenas de representantes de autarquias e outras organizações, de 11 países, reunidos em Paredes no âmbito de um projeto europeu, concluíram esta quarta-feira que a partilha de experiências melhora o apoio à população migrante.

“Estamos a aprender uns com os outros”, comentou aos jornalistas a albanesa Orjana Shabani, da organização Alphabet Formation Brussels.

Falando à margem do encerramento dos trabalhos, a ativista explicou que o principal objetivo do encontro é “a troca de experiências e a partilha de opiniões”, com o propósito de encontrar, “em rede”, as melhores propostas de ação.

O projeto “EU CAN – European Counter and Alternatives Narratives Network” decorre de uma candidatura apresentada pela Câmara de Paredes (distrito do Porto) e vai prolongar-se por 18 meses.

Até julho de 2019, haverá vários encontros, em diferentes países, para reunir contributos e discuti-los, envolvendo várias associações locais e representantes das comunidades migrantes.

Os promotores vão procurar sensibilizar as populações e as autarquias para a necessidade de promoção de medidas de integração social das comunidades migrantes, nos vários países. Uma das prioridades, disse Orjana Shabani, é a população mais exposta à radicalização, em especial os jovens.

Ao longo dos meses vai ser preparado um vídeo com testemunhos de casos de sucesso de integração a ser apresentado em Bruxelas, no âmbito do relatório final do projeto, que incluirá propostas de atuação no contexto do programa “Europa para os cidadãos”.

Emilia Radu, da Mononyths Association Romania, disse aos jornalistas ser fundamental que os europeus percebam a realidade cultural dos emigrantes, para facilitar a sua integração, incluindo no mercado de trabalho, o que justifica o envolvimento neste projeto de tantas associações, de vários países, incluindo algumas da Macedónia e da Grécia com muita experiência na área.

Paulo Silva, vereador da Câmara de Paredes, assinalou, por seu turno, o empenho da autarquia no desenvolvimento de parcerias com associações, incluindo no plano internacional, contexto em que aconteceu a candidatura que deu origem a este programa comunitário.

A reflexão de questões de cidadania é para o autarca uma prioridade no concelho, num trabalho realizado em rede com as instituições do município.

Paulo Silva assinalou o propósito de aproximação aos jovens e a importância de os sensibilizar para, através das suas associações e escolas, apresentar candidaturas para projetos europeus de partilha de experiências, reforçando a sua cidadania.

O próximo encontro deste grupo de trabalho europeu vai realizar-se em Valência, Espanha.