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Liga dos Campeões: Porto entra com derrota caseira frente ao Besiktas

O FC Porto teve esta quarta-feira uma estreia negativa no grupo G da Liga dos Campeões de futebol, com comprometedora derrota caseira 3-1 com o Besiktas, no primeiro desaire da história dos portuenses frente a conjuntos turcos.

A cabeça de Talisca (13 minutos), um ‘míssil’ de Tosun (28) e o oportunismo de Babel (86) valeram uma estreia ‘pesadelo’ de Sérgio Conceição como treinador na ‘Champions’, de pouco valendo a benesse do autogolo de Tosic (21): no outro desafio, Leipzig e Mónaco empataram 1-1.

Perante um adversário com estofo, o mais cotado até ao momento esta época, os ‘dragões’ nunca foram verdadeiros senhores do jogo, revelando falta de imaginação e eficácia no ataque e nervosismo e impaciência quando o tempo se esgotava e o resultado permanecia desfavorável.

A ausência do castigado Aboubakar foi demasiado sentida num plantel claramente curto de soluções e a equipa que não teve competência no ataque: a defesa era o ponto menos consistente dos turcos, só que a chegada de Pepe, omnipresente, tudo disfarçou.

Um remate de Marega, aos 43 segundos, indiciava um FC Porto disposto a cedo dominar, mas o Besiktas, sob a batuta do ex-benfiquista Talisca, chegava com facilidade ao ataque e rapidamente colocou o Dragão em sentido.

Quaresma (13) fez cruzamento tenso na direita e Talisca, de rompante, cabeceou para o fundo das redes, no primeiro golo sofrido esta época por Casillas em encontros oficiais.

Perante um adversário perigoso no ataque e com futebolistas experientes em todos os setores, o FC Porto sentia dificuldades em pegar no desafio e teve azar quando, aos 19, a bola embateu na base do poste esquerdo, após sair dos pés de Óliver Torres.

A sorte que faltou ao espanhol chegou dois minutos depois à cabeça de Marega, quando, num canto, o esférico acabou por bater em Tosic e só parou no fundo das redes.

Os ‘azuis e brancos’ pareciam embalar para o seu melhor período, não fosse Tosun (28) decidir mudar a tónica com uma ‘bomba’ de longe, que surpreendeu Casillas.

Os pupilos de Sérgio Conceição não reagiram da mesma forma à adversidade: não eram lestos nem objetivos nas transições ofensivas, nem aproveitavam debilidades adversárias no início da fase de construção.

Um pontapé distante, mas perigoso de Soares (33) quase surpreendia, porém, até ao intervalo, o Besiktas foi mais perigoso, colocando a nu fragilidades na defesa lusa, que concedeu muitos espaços e viu Ozyakup (38) ficar incrédulo quando errou o alvo só com Casillas como obstáculo.

No descanso as estatísticas mostravam equilíbrio na posse (50/50) e um conjunto turco mais objetivo no remate enquadrado, pelo que Conceição tentou mudar a sorte apostando em Octávio e André André para os lugares de Corona e Óliver Torres – na verdade pouco ou nada mudou.

Tosun (55), liberto ao segundo poste, quase fez o terceiro de cabeça, com a resposta dos portistas, mais instalados no meio-campo adversário, a surgir em falhanço de Soares na cara de Fabri (60) e depois cabeceamento de Felipe (64), que Ozyakup salvou em cima do risco.

Para o assalto final, impunha-se serenidade, imaginação e um forte ponta de lança, mas o FC Porto não contou com nenhum deles, ao contrário do Besiktas, que viu Babel (86) sentenciar o resultado.