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Grupo português compra empresas em França e Inglaterra

O grupo Purever é fabricante de produtos de isolamento e refrigeração. Esta semana inaugura um pavilhão totalmente  dedicado à produção de equipamentos para a construção de “salas limpas” dirigidas à indústria farmacêutica, laboratórios, hospitais e outras instalações que necessitem de condições especiais de funcionamento. O investimento foi de 1,4 milhões e implicou a criação de mais duas dezenas de postos de trabalho.

“Essencialmente orientado para o mercado da exportação”, o reforço da capacidade produtiva de “salas limpas” visa “duplicar as vendas desta área de negócio de cinco milhões para 10 milhões de euros já este ano”, adiantou ao Negócios o CEO da Purever. Luís Coelho Borges revelou que o grupo acaba de ganhar um concurso internacional da espanhola Grifols, “no valor de mais de dois milhões de euros”, para a instalação de uma “sala limpa” na fábrica que aquela produtora espanhola de derivados de sangue está a construir na Irlanda. A Purever detém outra fábrica em Portugal, em Gaia, com 80 trabalhadores e que factura 12 milhões de euros na produção de equipamento para hotelaria e restauração, a que acresce duas unidades fabris em Espanha , outras duas em França e uma em Inglaterra.

“Em termos globais, no ano passado, o grupo faturou mais de 80 milhões de euros – dois terços dos quais em exportações para mais de 30 países, com França a valer 20% do total – e alcançou um EBITDA superior a seis milhões, empregando cerca de 400 pessoas”, garantiu Luís Coelho Borges ao Jornal Económico.

Enorme em Portugal, no sector em que atua, mas ainda pequena em termos internacionais, a Purever está “a ultimar” duas operações que lhe vão dar dimensão mundial. “Fechamos os acordos para a compra de uma concorrente em França,  que fatura 80 milhões de euros e emprega 400 pessoas, e uma outra em Inglaterra, que tem 30 trabalhadores e vendas de 12 milhões de euros”, afirmou o CEO do grupo português, que não quis identificar as empresas a adquirir.

De acordo com Luís Coelho Borges, a Purever vai desembolsar “cerca de 45 milhões de euros” nesta dupla aquisição – “30 milhões pela empresa francesa e 15 milhões pela inglesa”, detalhou. O financiamento das duas operações será realizado apenas em “um terço com fundos próprios”, estando o restante a ser negociado “apenas com bancos internacionais”.