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Filme português compete no Festival de Roterdão

A longa-metragem “Djon África”, a primeira de ficção da dupla portuguesa Filipa Reis e João Miller Guerra, estreia-se este mês no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, Holanda, onde estará em competição, foi anunciado esta terça-feira.

“Este é o primeiro filme maioritariamente português a integrar a secção Hivos Tiger Competition, a principal competição deste certame, que já galardoou realizadores como Kelly Reichardt (“Old Joy”, 2006), Christopher Nolan (“Following”, 1999) e Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”, 2012 – Prémio da Crítica)”, refere a produtora Terratreme, num comunicado hoje divulgado.

“Djon África”, uma coprodução das portuguesas Terratreme e Uma Pedra no Sapato, da brasileira Desvia e da cabo-verdiana OII, “acompanha a história de Miguel ‘Tibars’ Moreira, filho de cabo-verdianos que nasceu e cresceu na periferia de Lisboa e que toda a vida foi criado pela avó”.

“Miguel viaja até Cabo Verde para conhecer as suas raízes e encontrar o pai, que nunca conheceu”, descreve a produtora.

Filipa Reis e João Miller Guerra são autores dos filmes “Fora da Vida”, “Bela Vista”, “Cama de Gato”, “Nada Fazi” e “Orquestra Geração”. Com Nuno Baptista fizeram ainda o premiado “Li Ké Terra”.

Miguel Moreira, que interpreta a personagem principal de “Djon África”, participou em “Li Ké Terra” e “Fora de Vida”.

Em competição no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, que decorre de 24 de janeiro a 04 de fevereiro, estará também a curta-metragem “Miragem Meus Putos”, de Diogo Baldaia.

O filme, que fará em Roterdão a sua estreia internacional, estará em competição na secção de curtas “Ammodo Tiger”.

“Miragem Meus Putos” venceu, em maio do ano passado, o prémio de melhor curta-metragem portuguesa do 14.º IndieLisboa – Festival de Cinema Independente.

Noutras secções do Festival Internacional de Cinema de Roterdão dedicadas às curtas-metragens, serão exibidas, em estreia mundial, “Sunstone”, da portuguesa Filipa César e do britânico Louis Henderson, na secção “Bright Short”, e, em estreia internacional, “Tudo o que imagino”, de Leonor Noivo, na secção “Voices Short”.

No que diz respeito às longas-metragens, serão exibidos os filmes portugueses “A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho, e “Tempo Comum”, de Susana Nobre, na secção “Bright Future”, e “Fátima”, de João Canijo, na secção “Voices”.

Este será um regresso de João Canijo ao Festival de Roterdão, trinta anos depois de aí ter apresentado, na abertura oficial, o primeiro filme, “Três menos eu”, de 1988.

Nesta edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão, serão ainda exibidas três coproduções portuguesas: “O Capitão”, de Robert Schwentke, “Milla”, de Valérie Massadian, e “Zama”, de Lucrecia Martel.

A programação completa da 47.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão será apresentada a 17 de janeiro.