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Autarcas de Pedrógão Grande querem apoios para evitar aldeias fantasma

Autarcas dos concelhos afetados pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017, mostraram-se preocupados, esta segunda-feira, com a possibilidade de serem criadas “aldeias fantasma”, caso não se apoie a reconstrução das segundas habitações.

“Nas 30 e poucas aldeias de Castanheira de Pêra, vamos ficar com aldeias fantasma. É uma preocupação do município e queremos que isso não aconteça”, alertou hoje a presidente da câmara daquele concelho do distrito de Leiria, Alda Correia, que falava durante uma reunião com a comissão parlamentar da Agricultura e Mar, que decorreu hoje, em Pedrógão Grande.

Segundo a autarca, é necessário criar algum tipo de apoio para quem queira reconstruir as casas de segunda habitação.

Para além disso, há proprietários de casas de segunda habitação que “tinham a primeira habitação em Lisboa apenas para terem acesso à saúde”.

De acordo com a presidente de Câmara de Castanheira de Pera, há várias situações de “pessoas que demonstram que não têm capacidade financeira para reconstruir aquilo que tinham”.

“Estou esperançada de que surja algum apoio para as segundas habitações”, referiu.

Também a vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Margarida Lopes, alertou para essa situação, referindo que há muitas casas de segunda habitação “que ficaram danificadas como as outras e, neste momento, não há solução para elas”.

“Muitos emigrantes, sem as habitações reconstruídas, não podem regressar”, sublinhou, afirmando que as casas acabam também por dar “um aspeto de ruína da aldeia”, sendo que o município não tem recursos “para remover os escombros”.

O coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, também presente na reunião, confirmou a situação: “temos uma casa nova e à volta dez casas ardidas ou tombadas”.